|
Relações Comerciais Portugal-Hong Kong Janeiro 2008
O total do comércio entre Portugal e Hong Kong foi de €98 milhões, menos 25% do que em 2007. As exportações diminuíram 38,4% situando-se nos € 56,5 milhões e as importações cresceram 35,7% registando fluxos de €41,4 milhões. Portugal continuou a registar um superavit mas muito mais pequeno do que em 2007, tendo verificado-se uma descida de cerca de €61,3 milhões para €15 milhões.
As principais exportações para este mercado foram máquinas e aparelhos eléctricos com 43,9% do total e um valor de €24,8 milhões, tendo apresentado em relação ao ano anterior, uma taxa de diminuição de 59%, o algodão contribuiu com 8%, cerca de €4,6 milhões e teve um crescimento positivo de 92%, seguido pelas peles e couros com 5% e uma diminuição de 11,9%, pelos plásticos com 4,5% e um crescimento de 29,9% e pelas máquinas e aparelhos mecânicos com 4,1% das exportações para Hong Kong e um aumento relativamente ao ano anterior de 24%. De referir também que os artigos de papel e cartão e a pasta de papel diminuíram as suas exportações em 38% sendo apenas responsáveis por 3,1% das exportações portuguesas para este mercado e os mármores e granito, aumentaram os fluxos de exportação em cerca de 23,5%, tendo registado um valor de €1,7 milhões, e uma quota no total exportado de também cerca de 3%. Produtos como a cortiça perderam o seu peso nas exportações portuguesas neste mercado, tendo em 2007, verificado uma diminuição de 35% e exportado apenas €1,3 milhões e o vestuário embora tenha aumentado as suas exportações em cerca de 14,8%, representa apenas cerca de 2,5% do total exportado, percentagem semelhante ao da cortiça. O sector do vinho continua pouco relevante nas nossas exportações para este mercado, apenas com €958 mil, embora tenha registado um aumento de 62, 6%.
De referir que Hong Kong, um mercado com elevado potencial de consumo, cerca de 7 milhões de habitantes com rendimento per capita de cerca de US$ 29800, taxa de crescimento do PIB de 7% e 28,2 milhões de turistas em 2007, portanto com elevado poder de compra, não está a ser trabalhado pelas empresas portuguesas, visto que as nossas exportações diminuíram quase para metade entre 2005 e 2007, e os produtos que continuam a ser exportados têm uma estrutura semelhante à das exportações para a China, baseado em equipamentos e matérias-primas, o que pode levar a concluir que grande parte dessas exportações se destinam ao mercado chinês, mas que simultaneamente Hong Kong perde peso como porta de entrada e não está ser aproveitado pelas empresas portuguesas como mercado de destino final.
As principais importações de Hong Kong foram as máquinas e aparelhos eléctricos com uma quota de 45,4%, um valor de €18,8 milhões e um crescimento de 61,8%, a relojoaria com uma quota de 10,6%, registou um valor de €4,4 milhões e um crescimento positivo de 3,4%, os instrumentos de óptica com 5% das importações e uma diminuição de 6,7% relativamente ao ano anterior, venderam em Portugal cerca de €2 milhões. Os aparelhos mecânicos com uma quota de 4,9% e uma taxa de crescimento positivo de 15,7%, apresentaram um valor de exportação para o mercado português de apenas €2 milhões e as pérolas com 4,%, com um crescimento de 45,1%, venderam em Portugal cerca de €1,6 milhões. As obras de couro contribuíram com 3,2 % das importações que Portugal fez da China e os brinquedos com 2,9%, com um valor de 1,2 milhões, valores na ordem das importações de outros produtos como papel e cartão e vestuário e acessórios de malha.
Ver tabelas e gráficos
|